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A Alfama, de ruas estreitas, vielas e becos medievais, roupas ao varal da janela e ar bucólico, de odor à sardinhas e calçadas irregulares com escadarias, ao sabor do Tejo surge como uma sobrevivente do Grande Terremoto de 1755. Ao lado da Baixa (centro da cidade) desponta como um bairro de colina, de gente simples e vida pacata, em contraste com a agitação das casas e clubes de fado durante à noite. Na Alfama estão monumentos emblemáticos como a Igreja de São Vicente de Fora (onde se encontra o Panteão da Dinastia de Bragança), a Igreja de Santa Engrácia (Panteão Nacional) e ao pé do Castelo de São Jorge, a velha alcáçoba Moura de Al-Usbuna durante sua época Árabe. Na Alfama o brasileiro experiencia inúmeras semelhanças para com o Brasil Império e bairros clássicos do Rio de Janeiro como Santa Teresa.

Neste bairro de vida mais agitada, pequenos bares, restaurantes e mini-mercados, ruas estreitas e conversas nas ruas por todo lado, senta o que já foi a antiga cidade romana de Olisipo, pertencente à província de Lusitânia durante o Império Romano. Passando ao domínio visigodo e depois ao mouro, tornou-se um dos guetos dos judeus forçados à conversão ao cristianismo. Com dois famosos miradouros, Portas do Sol e Santa Luzia, de onde podemos ver quase toda a parte oeste do bairro, com suas roupas secando nos varais à fachada dos medievais edifícios, Alfama é parte da história de Portugal e praticamente um marco fundamental das paisagens das antigas cidades brasileiras.

Por detrás do Castelo de São Jorge, desponta outro bairro histórico e clássico, que traz em si uma autenticidade única e ainda sobrevivente ao longo dos séculos: A Mouraria. Outra relíquia sobrevivente do Grande Terremoto, seus edifícios históricos ruas sinuosas e estreitas e cheias de graffitis e arte urbana. Seu nome evoca os tempos em que Lisboa era Al-Usbuna, uma importante cidade com intensa atividade comercial de pesca e agricultura dos Mouros árabes, em sua presença de mais de 700 anos na Península Ibérica. Tida como o berço de nascimento do Fado, a Mouraria também é berço de fadistas atemporais como Fernando Maurício, Argentina Santos e ninguém menos que Maria Severa, a pedra fundamental do fado como o conhecemos hoje em dia.

A Mouraria também é o bairro mais multicultural de Lisboa; nada menos que 56 nacionalidades habitam várias de suas ruas, trazendo consigo suas riquezas culturais e gastronômicas: neste bairro encontram-se vários pequenos comércios de produtos típicos e restaurantes de comida indiana, paquistanesa, nepalesa, bem como os famigerados restaurantes chineses "clandestinos", uma sub-cultura que hoje em dia faz parte da mítica e bucóclica atmosfera da Mouraria.

Lisboa não é feita apenas de bucólicos bairros históricos; depois do pôr-do-sol, a vida continua em um ritmo diferente, embalada pelos cafés, bares, pubs e muita música. Estamos falando do Bairro Alto e Chiado.

No alto de uma das sete colinas de Lisboa, construído a partir da Igreja de São Roque e de uma história intimamente relacionada com a terrível Peste Negra européia, fica o Bairro Alto. Sendo o primeiro bairro construído com planejamento topográfico e urbano, ainda no começo do século XVI, nele abrigam-se séculos de história de nobres e plebeus, bares, antigas casas de prostituição e rixas e brigas de rua. Outro sobrevivente do Grande Terremoto por sua topografia elevada, foi parte da história da imprensa nacional, onde as sedes dos grandes jornais se encontravam até o começo do século XX, quando a ditadura de Salazar, por mais de meio século, o transformou em um bairro paranóico e triste. Hoje, o Bairro Alto é o destino dos que buscam a diversão noturna, com uma infinidade de bares, pubs, restaurantes, casas de fado e os mais interessantes e diferenciados frequentadores, de todas as partes do mundo, onde o brasileiro encontra um pouco do espírito cosmopolita e turístico do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.

Já o Chiado carrega em si a poesia, o aroma de café, a música de rua, a arte, o ar ainda presente da antiga aristocracia pós-Terremoto. Este bairro foi e ainda é um dos pontos de encontro dos que fazem a diferença no pensamento social lisboeta e português: poetas, escritores, políticos, filósofos, músicos, atores, diretores de arte, onde idéias que mudaram o destino da sociedade como um todo foram discutidas, amadurecidas e criadas. No Chiado encontra-se o Largo do Carmo, que para além de abrigar as ruinas do gótico e medieval Convento do Carmo, está imortalizado como o palco da revolução que terminou com quase 50 anos de ditadura que empobreceram e atrasaram Portugal em uma maneira geral: a Revolução dos Cravos, em 1974.

Na Rua Garret encontram-se a Livraria Bertrand, a livraria mais antiga do mundo ainda em atividade, o café A Brasileira, onde Fernando Pessoa escreveu alguns de seus livros e possui sua estátua à frente, Também estão no Chiado o Teatro da Trindade, a Praça Luís de Camões e o Largo do Chiado, com a estátua do irreverente e imortalizado Antônio RIbeiro Chiado.

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